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sábado, 1 de maio de 2010

Aos animais que tanto amamos

 

Ando cansada da faculdade, e com uma enorme vontade de largar tudo, e recomeçar do zero.
Do zero mesmo. Recomeçar com algo novo, motivador... uma experiência que fuja totalmente das licenciaturas da UNIVILLE. É que tenho visto, pouca consideração por parte desta instituição, que pouco tem feito pelos seus "clientes", vulgo alunos.
Pois é, apesar deste enojamento e do cansaço de acordar as 6:00 e dormir as 23:00, tem algo que me deixa muitíssimo feliz ao chegar a noite em casa, ao requisitar humildemente minha atenção e meu afeto.

O nome dela é Sakura. O nome surgiu de um mangá japonês, que remete a uma flor de cerejeira, bastante típica no continente asiático. O nome da flor Sakura, por sua vez, associa-se aos samurais que têm a sua vida tão passageira, quanto a da flor que cai da cerejeira.

A história dela é desde cedo, recheada de aventuras. Nasceu de um cruzamento entre dois vira-latas, a mãe preta, e o pai não se sabe. Junto com ela, nasceram mais 6 ou 7 cãezinhos. Na semana em que nasceram, sucederam chuvas torrenciais aqui em Joinville, e muitos dos irmãos se perderam. A Sakura por sua vez, foi parar na casa de uma vizinha, que já com uma cadelinha, procurava um cantinho cheio de carinho para adotar a Sakura.

Foi assim que adotamos a Sakura em nossa família.
Chegou assim, de repente, de mansinho, quietinha e sem fazer grandes estragos, cresceu, mudou muito e agora, não se deixa mais sapatos ou roupas no varal ao seu alcance. Cava, desenterra, tira tudo do lugar.
Ela só quer atenção, e se ganha carinho, logo retribui com pulos, lambidas e leves mordidas.
Suja tudo, faz muita bagunça, mas é a alegria de nosso lar.

Escrito com carinho,
Ana Maria Hostin.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Uma história de singularidades

Oito horas da manhã: céu de brigadeiro e mar de ouro.
Na praia, sob os coqueiros, um grupo se movimenta com extrema delicadeza. Os corpos se dobram aos movimentos impostos pela professora. Na coleira, cães observam atentos seus donos. Seguem com os olhos aflitos o balé dos adoradores do sol. Nas mesas de cimento, o jogo corre solto. [...] Alguns casais preferem caminhar - não importa como - juntos. O fazem mão na mão. Nessa fotografia, o tempo é outro. Lento, ele perturba os ritmos da cidade mergulhada em velocidade. Fora dessa tela macia, a rapidez triunfou como uma forma de conquista do espírito e da civilização. Onde os pássaros outrora voavam, hoje domina o jato. Sobre monstruosos abismos marinhos, pairam engenhocas flutuantes. [...]
Uma fratura separa o mundo lento daquele acelerado.
Uma tribo de adoradores do sol habita o primeiro deles.
[...] Não rebolam nas revistas nem nas telas. Não precisam de bisturis nem de silicone. Têm outra beleza. Beleza imune a velocidade excessiva, lúdica e trágica. Cada ruga conta uma bela história de vida. São nossos velhos. Somos nós amanhã, herdeiros infelizmente de uma sociedade cujos valores mais importantes são a juventude e o progresso.[...] Em nossa louca corrida, o valor simbólico da idade só pode ajudar a envelhecer. [...] Caminhemos sem medo para a lentidão. Lentidão que como diz o filósofo, esposa a eternidade.

Texto: PRIORE, Mary Del. Uma história de singularidades.
In: ____. HISTÓRIAS DO COTIDIANO. São Paulo: Contexto, 2001. p. 126-127.

Imagem Disponível em:fadadacaixinhademusica.blogspot.com de autoria de Lili Gribouillon.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma bela relação entre a poesia e a História...

"De que servem exércitos de canções
e o encanto das elegias sentimentais?
Para mim, na poesia, tudo tem de ser desmesurado,
e não do jeito como todo mundo faz.

Se vocês soubessem de que lixeira
saem, desavergonhados, os versos,
como dente-de-leão que brota ao pé da cerca,
como a bardana ou o cogumelo.

Um grito que vem do coração, o cheiro fresco de alcatrão,
o bolor oculto na parede...
E, de repente, a poesia soa, calorosa, terna,
Para a minha e tua alegria."
Anna Akhmátova - "De Os mistérios do ofício" - 21.01.1940


Nascida na Ucrânia em 1889, Anna Akhmátova foi uma poetisa que passou por grandes privações de nossa história, viu seu primeiro marido partir para a 1ª Guerra Mundial, teve seus poemas perseguidos e censurados pelo comunismo durante a Revolução Russa. Conheceu a sensibilidade de poetas e artistas renomados que influenciaram a sua poesia que perdura até hoje.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

DENTES DE AÇO

eu te arranco um pedaço com meus dentes de aço
e faço e refaço no peito e no braço
e te arranco um pedaço com meus dentes de aço

e você acha pouco e diz que eu sou muito louco
mas eu não dou carne a gato
e não vou pagar o pato dos teus sais dos teus ais

eu quero é mais
planetas estrelas cometas
virgínia Sofia Roraima

bem... não se fala mais nisso
até que você descubra
que a bomba H a bossa nova
está na ponta da língua.

Chacal(Ricardo de Carvalho)
Foto: Fotógrafo desconhecido

Em meio a ditadura, surgem oportunidades de manifestar o seu protesto contra tantas injustiças cometidas contra o ser humano, contra suas idéias, contra seus ideais e contra o meio em que viviam. A "Poesia Marginal" ganhou destaque, como um meio de gritar e sobreviver em meio a opressões, perseguições e repressões. Dentro deste movimento cultural literário, destacam-se Ana Cristina César, Paulo Leminski, Ricardo Carvalho Duarte (Chacal), Francisco Alvim e Cacaso.