É, a vida é mesmo assim.
As vezes passamos por períodos de longas rotinas, em que até ficamos cansados com tanta calmaria.
Faz tanto tempo que nada acontece, que o nada virou hábito, costume, a própria rotina.
Nada se transforma, e o simples parar de movimentos, não é possível para observar a pulsão da vida.
Os esforços do dia-a-dia, não nos requerem mais esforço, e tudo vira fruto de um simples esforço repetitivo. Movimentos alienáveis a esfera da conduta humana em um dia que se fecha em poucas vinta e quatro horas.
A vida é pouco percebida, pouco sonhada, pouco raciocinada.
Cada fração de segundo, passa por nossos olhos, despercebidamente.
E o presente, já passou.
De repente, algo se transforma.
Aquela mesma vida enjoada e monótoma, nos arrasta pra longe de tudo, em um par de devaneios e tempestades, que nos deixam de pernas pro ar.
Talvez, uma pessoa, um olhar, ou um susto.
O novo é assustador, e diante de toda aquela rotina, "desaprendemos" a viver, e a saber como lidar com situações tão, tão inesperadas.
A vida voltou a pulsar e nem sempre gostamos das surpresas que ela nos presenteia.
O susto, o medo, os calafrios e a perda de folêgo, voltam a fazer parte de uma vida que não mais parecia ser nossa.
Sim, esta é a sua vida. E da coragem, e da força, ressurgem as esperências.
Pedir ajuda, conversar e ouvir um conselho, as vezes é necessário.
A verdade, é que não se conhece o dia de amanhã e nem o minuto após este.
No meu caso, a vida me surpreendeu com uma pessoa extremamente linda. Por dentro e por fora.
O presente é agora, e o presente já passou.
Imagem: Tão no início. E quase completando 3 anos. :]
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Uma história de singularidades
Oito horas da manhã: céu de brigadeiro e mar de ouro.Na praia, sob os coqueiros, um grupo se movimenta com extrema delicadeza. Os corpos se dobram aos movimentos impostos pela professora. Na coleira, cães observam atentos seus donos. Seguem com os olhos aflitos o balé dos adoradores do sol. Nas mesas de cimento, o jogo corre solto. [...] Alguns casais preferem caminhar - não importa como - juntos. O fazem mão na mão. Nessa fotografia, o tempo é outro. Lento, ele perturba os ritmos da cidade mergulhada em velocidade. Fora dessa tela macia, a rapidez triunfou como uma forma de conquista do espírito e da civilização. Onde os pássaros outrora voavam, hoje domina o jato. Sobre monstruosos abismos marinhos, pairam engenhocas flutuantes. [...]
Uma fratura separa o mundo lento daquele acelerado.
Uma tribo de adoradores do sol habita o primeiro deles.
[...] Não rebolam nas revistas nem nas telas. Não precisam de bisturis nem de silicone. Têm outra beleza. Beleza imune a velocidade excessiva, lúdica e trágica. Cada ruga conta uma bela história de vida. São nossos velhos. Somos nós amanhã, herdeiros infelizmente de uma sociedade cujos valores mais importantes são a juventude e o progresso.[...] Em nossa louca corrida, o valor simbólico da idade só pode ajudar a envelhecer. [...] Caminhemos sem medo para a lentidão. Lentidão que como diz o filósofo, esposa a eternidade.
Texto: PRIORE, Mary Del. Uma história de singularidades.
In: ____. HISTÓRIAS DO COTIDIANO. São Paulo: Contexto, 2001. p. 126-127.
Imagem Disponível em:fadadacaixinhademusica.blogspot.com de autoria de Lili Gribouillon.
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