quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cansaço típico...

Ando ultimamente com um cansaço que acredito não ser a única a sentí-lo.
Fim de ano cansa! Além das atividades exaustivas, como consequência da mania de deixar tudo pra depois, pra última hora, ainda tem essa cara de resto de tudo.

E ainda tem gente que quer deixar uma coisa ou outra pra ano que vem, pra traçar como metas de um novo ano. Um novo ano que parece que tarda a chegar, e eu tenho a impressão que estou empurrando tudo com a barriga. Tem horas que dá vontade de sumir, ou simplesmente sair dessa coisa que gruda na gente e não quer mais soltar.

-Sai daqui, sua rotina nojenta!

R O T I N A !

Deve ser por isso que gosto tanto de mudança, de viver intensamente. Apesar de olhar pra trás e ver como o ano passou depressa, e como gostaria de aproveitar melhor alguns momentos, se chegamos até aqui, quero ir até o final. Chega Natal!

As vezes tenho saudade das palavras e do abraço de alguém que está longe e penso que se pudesse voltar e ouvir mais esta pessoa, curti-lá, senti-lá.

Observando isso tudo, se pensa que eu almejo um futuro e sinto falta de um nostálgico passado, mas, embora os desalentos cansaços de uma rotina enjoativa, a vida tem lá suas doses doces que deixam gostinho de quero mais.


Ontem eu vi um filme que gostei muito. Fica a indicação: REDS (Baseado no livro 10 dias que abalaram o mundo). Com tantos detalhes da visão de alguém que participou e viu de perto a Revolução Russa, fiquei curiosa para ler o livro.
p.s.: A imagem é do filme.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Uma bela relação entre a poesia e a História...

"De que servem exércitos de canções
e o encanto das elegias sentimentais?
Para mim, na poesia, tudo tem de ser desmesurado,
e não do jeito como todo mundo faz.

Se vocês soubessem de que lixeira
saem, desavergonhados, os versos,
como dente-de-leão que brota ao pé da cerca,
como a bardana ou o cogumelo.

Um grito que vem do coração, o cheiro fresco de alcatrão,
o bolor oculto na parede...
E, de repente, a poesia soa, calorosa, terna,
Para a minha e tua alegria."
Anna Akhmátova - "De Os mistérios do ofício" - 21.01.1940


Nascida na Ucrânia em 1889, Anna Akhmátova foi uma poetisa que passou por grandes privações de nossa história, viu seu primeiro marido partir para a 1ª Guerra Mundial, teve seus poemas perseguidos e censurados pelo comunismo durante a Revolução Russa. Conheceu a sensibilidade de poetas e artistas renomados que influenciaram a sua poesia que perdura até hoje.
Um grito que vem do coração, o cheiro fresco de alcatrão,
o bolor oculto na parede...
E, de repente, a poesia soa, calorosa, terna,
Para a minha e tua alegria."

Anna Akhmátova - "De Os mistérios do Ofício"


segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Sacudindo a poeira...


Faz tempo que não passo por aqui.

Pra ser sincera nem lembrava mais da existência desse lugarzinho aqui.

Me deu vontade de voltar a escrever, por minhas idéias pra fora, expô-las.

Se algum curioso se der ao trabalho de ler, faça-o com gosto!

:D Que eu terei um gosto maior ainda em pensar que alguém lê!


Tapas aos passantes!
p.s: A foto? Ficaria melhor se fosse um beijo! Eu e o meu gatão em um lugar lindo de enjoar!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

DENTES DE AÇO

eu te arranco um pedaço com meus dentes de aço
e faço e refaço no peito e no braço
e te arranco um pedaço com meus dentes de aço

e você acha pouco e diz que eu sou muito louco
mas eu não dou carne a gato
e não vou pagar o pato dos teus sais dos teus ais

eu quero é mais
planetas estrelas cometas
virgínia Sofia Roraima

bem... não se fala mais nisso
até que você descubra
que a bomba H a bossa nova
está na ponta da língua.

Chacal(Ricardo de Carvalho)
Foto: Fotógrafo desconhecido

Em meio a ditadura, surgem oportunidades de manifestar o seu protesto contra tantas injustiças cometidas contra o ser humano, contra suas idéias, contra seus ideais e contra o meio em que viviam. A "Poesia Marginal" ganhou destaque, como um meio de gritar e sobreviver em meio a opressões, perseguições e repressões. Dentro deste movimento cultural literário, destacam-se Ana Cristina César, Paulo Leminski, Ricardo Carvalho Duarte (Chacal), Francisco Alvim e Cacaso.